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Quem convive de perto com as questões relacionadas a adoção de crianças no Brasil, sabe o quanto o assunto ainda tem que ser discutido e evoluir em diversas esferas da sociedade civil. E foi exatamente com o intuito de trazer mais luz para o assunto, que a Câmara Municipal de Fortaleza realizou na tarde desta segunda-feira (11), no auditório Ademar Arruda, uma audiência pública proposta pelo vereador Jorge Pinheiro (DC), com o objetivo de promover a adoção e abrir o debate sobre as perspectivas de incentivo público à prática.

Durante a sessão, o vereador Jorge Pinheiro evidenciou que o intuito da reunião é ouvir os diversos atores que trabalham e que acabam se aproximando desse instrumento que é a adoção. “Queremos ouvir tanto aqueles que buscam a adoção, como aqueles que trabalham diretamente que incentivam e acompanham antes e depois do ato. Nós queremos ouvir todos os atores que trabalham nesta realidade para podermos debater a realidade, sabermos a situação, as demandas, as dificuldades e podermos conversar sobre políticas públicas que possam ajudar na desburocratização e no incentivo. Apresentamos um Projeto de Indicação que trata sobre a isenção do IPTU para aqueles de adotem”, destacou Jorge Pinheiro.

Já o Promotor de Justiça da Infância e da Juventude, Dairton Costa,  apontou os preconceitos de sangue como o ponto a ser verificado para que o processo de adoção no país ocorra de acordo com o prazo estipulado em lei. ” Hoje o maior gargalo que nós temos dentro do sistema de adoção seria praticamente a capacitação dos atores, se nós conseguirmos vencer os preconceitos de sangue. O biologismo, que é uma teoria que se dá em função das origens biológicas, é o que hoje prejudica a entrada das crianças na fila de adoção. Um processo de adoção em média, que vai desde o processo de retirada da criança de sua família de origem até a sua disponibilidade para o cadastro, dura em média no Brasil 4 anos e por lei isso deveria durar apenas 120 dias”, atentou o promotor.

Jamille Barbosa, presidente do Conselho Municipal de Fortaleza, falou também sobre a importância do Legislativo na participação da discussão sobre do processo de adoção no país. “É fundamental a participação de todos, pois a gente sabe da deficiência que a gente tem e o quanto as nossas crianças precisam disso.  Então, a sociedade civil se juntando, o sistema Judiciário, o Legislativo, todos juntos se mobilizando em torno de um objetivo comum é muito gratificante”, frisou.

A adoção é um ato nobre de amor e que pode mudar e até salvar vidas. Nós apoiamos esta ideia, e você?

 

Fotos: Reprodução

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