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Bailarinos inspiradores mostram que dança nem sempre é mais do mesmo

Infelizmente, vivemos em um mundo feito de estereótipos – e isso é a base do preconceito de muitas pessoas por aí a fora. Quando pensamos em balé, em bailarinos, logo a mesma imagem aparece na mente de muitas pessoas: uma pessoa muito magra, muito branca, de estatura baixa, de sapatilhas de ponta, leggings e tutu.

E se a gente te disser que não precisa ser sempre assim? Já mostramos aqui a história da Lizzie, uma bailarina bem fora desses padrões estéticos que algumas pessoas gostam de impor. E como neste sábado (29) é o Dia Internacional da Dança, separamos alguns bailarinos inspiradores para você ver que há muito mais no mundo do balé do que sonha nossa vã filosofia:


Sergei Polunin
Você consegue imaginar um bailarino todo tatuado, que cultive músculos e um porte mais atlético e que, inclusive, faça marcas no próprio peito, só pela estética das cicatrizes – estilo escarificação, sabem? Pois bem, conheçam Sergei Polunin, um ucraniano que aos 19 anos se tornou o mais novo bailarino principal do Royal Ballet. Aliás, foi ele o responsável por unir balé clássico e música pop ao estrelar um vídeo no qual aparece dançando a música Take Me to Church. O vídeo com Sergei acabou ficando mais popular que o original, mas a ideia era a mesma: chamar atenção para o fato de ser crescente o ataque a homossexuais na Rússia.


Precious Adams
Precious estudou na prestigiada The Bolshoi Ballet Academy, uma – ou a mais importante escola de balé do mundo, na Rússia. Pois bem, lá um de seus professores mandou ela abandonar a sala de aula por ser negra. Nem precisa dizer o quão racista é o mundo do balé: quantos negros vemos em grandes balés pelo mundo a fora? Mas Precious tomou isso como incentivo para crescer cada vez mais. Ela acabou ficando em segundo lugar no  Prix de Lausanne, uma importante competição de balé, o que lhe rendeu uma bolsa de estudos. Hoje, ela é bailarina do  English National Ballet. Ela pode ainda não ser a primeira bailarina, mas sem dúvidas a estrada que ela segue é um tapa na cara do  racismo no mundo do balé.


Adrianne Haslet-Davis
Mostrando que nem só de balé vive o universo da dança, a história de Adrianne Haslet-Davis é para lá de inspiradora. Em 2013, ela estava em Boston quando um atentado terrorista explodiu uma bomba em meio a uma maratona. Ela foi uma das feridas, e uma de suas pernas teve que ser amputada. Mas ela resolveu não se deixar abater e,na clínica de reabilitação física, ela conheceu um homem que desenvolveu uma prótese especial que lhe deu condições de voltar a dançar.

São bailarinos realmente inspiradores, não acham?

Fotos e vídeos: Reprodução

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