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A Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania da População em Situação de Rua esteve reunida na tarde desta sexta-feira, 23, na Sala das Comissões da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). A reunião foi proposta pelo vereador Guilherme Sampaio (PT) por meio do Requerimento nº 4323/2017, com o objetivo de criar a rede de vigilância contra a remoção da população de rua. A presidente da Frente Parlamentar, vereadora Larissa Gaspar (PPL), intermediou o debate.

A vereadora Larissa Gaspar (PPL) evidenciou o pedido do petista, Guilherme Sampaio, aprovado pela Comissão de Direitos humanos, e a partir desse consentimento foi mobilizada várias Instituições. “Mobilizamos várias instituições, organismos e população de rua que vivenciam essa temática para estarem conosco com o objetivo de construir a rede de vigilância e remoção contra a população de rua. Foi uma tarde muito produtiva, obviamente a gente acaba discutindo outros problemas que afetam a realidade das pessoas de rua como a moradia, acesso a saúde, profissionalização e a situação dos equipamentos públicos de acolhimento. Conseguimos formar a rede com representações de várias instituições, movimentos, universidade, ministério público, defensoria pública”, relatou Larissa.

A presidente enfatizou a criação de um calendário para discutir ações eficazes na garantia dos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade. “Pensamos em elaborar um calendário, com planejamento dessa rede, previsto para 12 de abril na Universidade de Fortaleza. Vamos realizar esse momento, para pensar como vai ser a atuação da rede para conseguirmos assegurar condições mais dignas de vida e sobretudo de dormida para as pessoas que estão na rua”, explicou a vereadora.

Para a professora de Direito da Universidade de Fortaleza, Mariana Lopes, é importante juntar o parlamento com a discussão acadêmica em relação as pessoas que vivem em situação de rua. “A gente tem um grupo de pesquisa na Unifor que trata da situação das pessoas que vivem em situação de rua e dos catadores de resíduos de Fortaleza. Eu parto do princípio que se a gente ficar com articulação dentro da Universidade o que vamos mudar em perspectiva de cidadania para essas pessoas?”, questionou a professora.

Com 42 anos, Edivanildo Francisco da Silva, procurou morada nas ruas de Fortaleza desde 2010. Edivanildo atualmente dorme em uma pousada social da Prefeitura de Fortaleza, porém mesmo com a oportunidade participou do evento com o intuito de contribuir com o debate. “É importante está falando a respeito dos moradores de rua. Eu achei interessante nós, moradores de rua, estarmos sempre presentes para ouvir e opinar se concordamos com o que estão dizendo na reunião. Nós que moramos nas ruas sabemos bem o que passamos e a situação precária que nos encontramos”, finalizou o morador.

 

Fotos: Reprodução

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