Coleção reedita obras clássicas da literatura cearense
20 de abril de 2017
Conheça 7 dos bares mais incríveis ao redor do mundo
20 de abril de 2017

Depressão dobra o risco de morte após um ataque cardíaco, revela pesquisa

Pesquisas revelam que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades têm um ou mais episódios de depressão grave durante a vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 5,8% da população brasileira sofre desse mal – um total de 11,5 milhões de casos. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.

Essa doença já é considerada por muitos como o “mal do século” e recentemente descobriu-se que, além de deixar o indivíduo sem interesse pela vida, a depressão dobra o risco de morte após um ataque cardíaco.

A descoberta se deu após cientistas norte-americanos analisarem informações médicas de 25 mil pessoas e perceber que sentimentos negativos impactam na taxa de mortalidade relacionada a doenças cardiovasculares. Todos os voluntários incluídos na investigação sofreram pelo menos um infarto ou foram diagnosticados com algum tipo de angina (dor ou desconforto no peito). Desses, 3 646 começaram a apresentar sintomas de depressão ao longo dos dez anos seguintes.

A pesquisa é inédita no mundo cientifico e o que intrigou mesmo os pesquisadores foi o fato de metade do grupo mais melancólico ter falecido durante esse período. Entre a turma de bem com a vida, o índice foi de 38%.

Apesar de considerarem diversos fatores de risco, como idade e gênero, os cientistas afirmam que, de modo geral, quem se torna depressivo após encarar esses perrengues está duas vezes mais propenso a um final nada feliz. Um desafio e tanto, já que receber um diagnóstico assim frequentemente derruba o ânimo dos pacientes.

“Tais resultados mostram que, nesses casos, ter um acompanhamento emocional pode ajudar a evitar desfechos fatais em curto, médio e longo prazo”, ressaltou a cardiologista e epidemiologista Heidi May, autora do estudo, em comunicado à imprensa.

Bem, depois dessa revelação nada animadora, o que nos resta é incluir a psicoterapia em nossas vidas.

Fotos: Reprodução. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *