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Diversidade e pluralidade na Feira da Música 2019

A juventude negra, o feminino, os feminismos e suas múltiplas perspectivas. A programação da Feira Música é inspirada pela diversidade e pluralidade e as apresentações musicais, apresentadas como Campo de Força, tem foco nas mulheres, na negritude e nas periferias. Enquanto sua programação de negócios e conhecimento sinalizam uma conexão entre agentes do hackerismo e do universo da música.

Prova disso são os palcos que contarão com a presença de nomes como Ilya (CE), artista cearense que lança disco inédito no evento, Preta Rara (SP), rapper e ativista  dos movimentos negros e feministas, Sinta A Liga Crew (PB), coletivo feminino de rappers e ativistas culturais, DJ Luh Del Fuego (MA), artista no grupo Criolina/MA e ativista cultural as Manas (CE), representando a cena feminina sobralense com um trabalho autoral potente e Negra Voz (CE), projeto que reuniu Carolina Rebouças, Lorena Lyse, Luiza Nobel e Roberta Kaya, quatro cantoras negras da cena musical cearense.

Nos palcos da Feira – Durante quatro dias, de 14 a 17 de fevereiro, o Campo de Força irá se concentrar nos Anfiteatros do Dragão do Mar e no Porto Dragão. Com mais de 15 atrações de 5 estados, trazendo artistas tanto da capital quanto do interior do Ceará (Sobral) e do Maranhão, Paraíba e Bahia, os Campos de Força não se apresentam como uma mostra de música comum, mas sim como uma programação inspirada na pluralidade e diversidade, que abre espaços como forma de levantar bandeiras sociais e políticas em tempos que exigem de nós postura e voz.

Além da programação musical, as atividades de formação convidam Cláudio Prado, produtor cultural e teórico da contracultura e da cultura digital e um dos fundadores do Mídia Ninja, Lorena Souza, da ThoughtWorks, empresa de tecnologia que atua com empreendedorismo social envolvendo também a juventude negra, Kamila Brito, empreendedora que coordena o Barco Hacker, projeto com foco em empreendedorismo pelas ilhas da Amazônia, Amora Moira, travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e autora do livro autobiográfico “E se eu fosse puta”, além de mais 30 especialistas  a construírem uma experiência disruptiva do pensar e do agir para a transformação da cultura digital na música.

O evento conta com apoio institucional do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Lei Estadual Nº 13.811 – Mecenato Estadual), apoio cultural do Instituto Dragão do Mar, através do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, da Produtora de Conteúdo e Aceleradora de Projetos Artísticos Porto Dragão e do Porto Iracema das Artes. Tem ainda a parceria com o Instituto Brasileiro de Políticas Digitais-Mutirão e a Mídia Ninja, patrocínio do SEBRAE, promoção da Rádio Beach Park e realização da Associação Cearense de Produtores Culturais (Prodisc). Agradecimento Enel.

Fotos: Reprodução / Fonte: Secult

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