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Endometriose – O que é? Existe tratamento? 8 respostas para as principais perguntas

Cólicas muito intensas, dificuldade para engravidar, entre outros sintomas podem indicar a endometriose. Provavelmente você já escutou esse nome, porém, muitas pessoas ainda não sabem do que se trata, até mesmo médicos têm alguns mistérios sobre a doença.

Entretanto, é importante relatar que 175 milhões de mulheres sofrem com essa doença, dentre elas 8 milhões são brasileiras. Portanto, para saber mais, o Pátio Hype compartilha com você as principais dúvidas sobre a endometriose respondidas pela ginecologista e obstetra Rosa Maria Neme, diretora do primeiro Centro de Endometriose no Brasil. Veja mais!

1.O que é endometriose?

Em condições normais, o endométrio é um tecido bem vascularizado que reveste a parte interna do útero. A causa da endometriose ainda não foi descoberta por completo, porém, ela surge quando o endométrio cresce fora do útero e passa a ocupar outras partes do corpo, por exemplo, bexiga, intestino, ovário e até mesmo o cérebro e o pulmão, em casos mais avançados.

As variações hormonais faz com que o tecido comporte-se como se estivesse no útero ao longo da menstruação, ou seja, pode ocorrer sangramento, resultar em um processo inflamatório e, depois de um tempo, cicatrizes, cistos e dores fortes e crônicas.

2.Como identificar?

Algumas mulheres em estados mais avançados podem sentir apenas um leve incômodo, enquanto outras em estágios iniciais podem sentir dores severas. O que significa que não é sempre que a intensidade das dores identifica a quantidade de tecido endometrial no organismo.

Para realizar o diagnóstico, é preciso fazer exames de toque, laboratorial e de imagem, pois é bastante relativo. Há casos que podem ser detectados até 10 anos após o começo da doença.

3.Quais são os sintomas?

Geralmente os sintomas são muitas cólicas ao longo da menstruação, dores no sexo (no fundo da vagina e na área onde esta sendo penetrada), dores entre um ciclo e outro, sangramentos incomuns, dificuldades para engravidar e maiores chances de doenças autoimunes, por exemplo, asma, lúpus, tireoide e processos alérgicos.

Os sintomas não são tão claros e mudam de acordo com o lugar do corpo em que o tecido está acomodado. Cansaço, problemas respiratórios, convulsões e enxaquecas também são podem acontecer. De acordo com 42,9% das pacientes os sinais costumam aparecer entre 20 e 29 anos.

4.Como moderar a dor?

  • Tenha sempre os medicamentos ao seu alcance.
  • Não espere a dor ficar mais intensa para resolver o problema.
  • Se estiver em casa, tome um banho quente. Em seguida encha uma garrafa plástica com água quente, enrole-a em uma toalha e posicione-a sobre a região dolorida.
  • Faça massagens no local da dor.
  • Respire e tente relaxar. A tensão causada pela dor faz com que a respiração fique mais dura.
  • Tente sorrir. Dessa forma seu corpo libera endorfina e reduz o desconforto.

5.É possível engravidar com endometriose?

Sim, é possível. Apesar de ser mais difícil, pois a endometriose é uma causa comum de infertilidade. Aproximadamente 40% das mulheres que têm endometriose possuem dificuldade de engravidar, período em que é possível identificar a doença.

Outros fatores para a infertilidade é a aderência entre órgãos, pois a endometriose é uma doença inflamatória; bloqueio da permeabilidade das trompas, o que impossibilita que o óvulo chegue até a tuba uterina para ocorrer a fecundação; e desequilíbrio dos hormônios. Entretanto, é muito relativo, pois existem casos de mulheres que não possuem nenhum dos sintomas acima e ainda assim não conseguem engravidar. Enquanto outras, apesar da doença, têm capacidade de reproduzir perfeitamente.

6.A doença some com a menopausa?

Na maioria dos casos, sim! Normalmente entre 45 e 55 anos, pois as mulheres não produzem mais o estrógeno e os tecidos que reagem ao hormônio param de crescer. Essa ação faz com que a chance de os tecidos endometriais fora do útero e os sangramentos diminuam.

Porém, existem aquelas que ganham peso e continuam a sentir os sintomas da doença, pois a gordura produz a estrona, hormônio menos potente gerado no ovário, mas que pode impulsionar os focos de endometriose.

7.Tem tratamento?

Há medicamentos que reduzem os sintomas e diminuem os pedaços de endométrio fora do útero, porém, nenhum consegue excluir de vez a doença. Para analisar cada caso, é necessário consultar um ginecologista para que o especialista possa recomendar o medicamento ideal, por exemplo, hormonal, anti-inflamatório ou analgésico.

Existem também tratamentos alternativos, como imunomoduladores, para melhorar problemas imunológicos; antiestrogênio, bloqueia os receptores de estrogênio; e o botox, que reduz a dor ao auxiliar no relaxamento dos espasmos musculares na região pélvica.

8.Quando fazer a cirurgia?

Quando a endometriose já atingiu várias áreas do organismo, ou seja, está em grau avançado. Existem casos iniciais que não mostram melhoras, mesmo depois de seis meses a um ano de tratamento com medicamento, a cirurgia também é indicada. Porém, somente o médico poderá avaliar a situação.

A laparoscopia, em que os focos da endometriose são cortados e os sangramentos cauterizados, pode ser feita; a cirurgia robótica e a cirurgia radical, ou seja, a retirada do útero, tubas e ovário também.

Em caso de dúvida, consulte o ginecologista para que ele possa esclarecer todas as questões, combinado?

Fotos: Reprodução

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