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GLOW, a nova série do Netflix que chegou chegando

Na última sexta-feira, uma nova atração chegou ao Netflix: trata-se de GLOW, a mais nova produção original do serviço de streaming. GLOW é uma sigla para Gorgeous Ladyes Of Wrestling, ou, em português, Lindas Mulheres do Wrestling. E é exatamente isso o que você imagina que a série se trata: de mulheres nos ringues de luta livre. E com um detalhe: a série se passa nos anos 1980, quando esse tipo de luta ensaiada fazia sucessos nos Estados Unidos.

A gente aqui do Pátio Hype já viu a série todinha e fala para você sobre essa novidade que chegou sem grande alarde, mas que certamente vai chamar atenção – para o bem ou para o mal. Só para começar, vale dizer que Jenji Kohan – de Orange Is The New Black – está envolvida no projeto. Ou seja, a expectativa já começa grande

A gente não gosta de dizer que uma série é boa ou não, vai depender de quem assiste. E como para GLOW a expectativa é grande, fica ainda mais difícil definir isso. A série começa muito bem, a cena inicial promete muito, mas nem sempre o resto consegue cumprir o prometido. Vamos lá: GLOW conta a história de um grupo de mulheres de diferentes personalidades que são chamadas para o que elas pensam ser um teste para ser atriz. É aí que elas são apresentadas ao mundo do wrestling. A série se desenrola e não ache que o drama individual de cada uma dessas mulheres será apresentado: você terá que imaginar essa conexão.

Pois bem, sem falar mais nada da história para não dar spoiler, vamos falar da série como um todo. Ao tomar por base OITNB, pensamos logo em uma série cheia de mulheres empoderadas, feminista. Aqui talvez haja uma pequena decepção. Kohan se envolve muito levemente em GLOW, apenas é a produtora executiva de dois episódios e escreve um terceiro, então aqui não há a força que as presidiárias têm. As mulheres são forte, sem dúvidas, mas a série prefere se aprofundar mais nos personagens masculinos que nos femininos.


É luta livre para mulheres nos anos 80, e o que isso nos remete? A mulheres com maiôs cavadíssimos, e bem, é o que vemos. O “chefe” que seleciona as garotas para lutar chega a definir o programa como um “pornô que pode ser assistido junto com as crianças”. Tirem suas conclusões. E as que acreditam que uma série sobre mulheres no ringue pode ser empoderador podem se decepcionar logo no segundo episódio, quando duas mulheres viram arqui-inimigas por causa de um homem. E essa rivalidade dura a temporada inteira. Sem contar na exposição desnecessária de seios, bundas e afins. Ou seja: parece não deixar de ser uma série sobre mulheres feita para homens.

Como série de dramédia, ela funciona bem, mas vai ser difícil fazer uma maratona daquelas, porque os episódios acabam sendo um pouco mornos, a história acaba se arrastando… Mas nem tudo é difícil em GLOW! A atuação é algo simplesmente maravilhoso! Alison Brie no papel de Ruth é impecável e Marc Maron como Sam é tão bom que faz você ficar com nojo e também, gostar do personagem.

Enfim, GLOW chegou sem grande alarde, como falamos, mas com grande expectativa. É uma série que nos desafia, mas que também, não queremos deixar de lado depois que começamos a assistir. E quem cresceu nos anos 1980 e 1990 vai sentir aquela pontinha de nostalgia dos grandes tempos da luta livre na televisão…

Fotos e vídeo: Reprodução

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