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Após o estrondoso set de Grant Nelson na tour Hed Kandi, parece termos sim uma
disposição em disseminar outros estilos por parte dos DJs. É admirável o esforço pela
identidade sonora deles em se apresentar, sem um apelo forçado por parte do público ou
produtores de eventos. Assim como teremos outro grande evento trazendo Sky Blu, um
integrante da dupla LMFAO, que estourou com hits como Party Rock Anthem, trazendo
mais uma vez uma das atrações mais procuradas em todo o mundo e agregando mais
público no segmento.

Espero que haja mais profissionais variando o repertório, com um público adequado,
criando outras vertentes de eventos mais conceituais como a Baladinha na Guarderia,
Heineken Sunset, I Deep, entre outros… Falando sobre isso, converso com um dos
principais disseminadores da deep house, sempre se apresentando com um estilo
requintado: Dj Cacá Malloy. Profissional que desfalca nossa cidade por residir atualmente
em Berlim, onde continua desenvolvendo seus sets recheados de raregrooves, latin jazz
e house music,com produtor e dj Phonique, no “Kingsclub!” .Tive o privilégio de tocar
com ele diversas vezes , sempre improvisando e imprevisível, conquistando adeptos sem
muito esforço. Hoje Cacá nos conta sobre sua experiência:

Hudson Cordeiro: Qual a primeira impressão de um club em Berlim comparado à Fortaleza?
Cacá Malloy: Logo na entrada, o estilo do público. As pessoas buscam, vivem e conhecem a real cultura “club”. O sound system, iluminação, marketing e a criatividade em torno desse
meio são impecáveis. A quantidade também influencia no crescimento desse lifestyle, são
mais 20 clubs (só dos que eu conheço) do mesmo estilo de música (House e Techno).

HC: Desde aquelas noites no Porto Café até os dias atuais, como resumiria sua trajetória?
CM: Desde aquela época sempre foi o mesmo gosto musical, porém aperfeiçoando a linha
de pesquisa e mantendo-me sempre atualizado, através de conversas e encontros com
amigos e frequentando eventos dentro do conceito que me refere a música House e
experimental. A minha trajetória reflete a evolução que a música faz no ser humano em
relação à sociedade em que ele vive. Ela, a música, naturalmente me levou para onde se
vive e respira o meus estilos musicais.

HC: Qual é a sua essência musical em suas apresentações?
CM: Bem, o que me influência é o Soul, Jazz, Funky, Latin music, Disco, Afrobeats, Samba,
Bossa-nova, Deep House, brokenbeat, r&b, Hip Hop… Mas, quando vou tocar, é o “feeling
do momento” que me faz escolher qual será a influência para aquela apresentação.

HC: É viável em Fortaleza um dj tocar com identidade própria sem o apelo comercial das
rádios e do publico?
CM: Com certeza. Existem os mercados paralelos como cocktails de lojas, exposições em
galerias de arte e moda, hotéis, restaurantes, bares de praia que não querem o “melhor”
hit do momento, querem apenas ser exclusivos e proporcionar uma atmosfera única para
os seus clientes.

Soundcloud:
http://soundcloud.com/dj-malloy/salut-dj-malloy

0 Comentários

  1. Dude disse:

    Muito boa a entrevista mais uma vez.

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