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Já pensou em fazer faculdade de maconha? Acredite: ela existe!

Não é de hoje que muita gente associa universitários à maconha. Vamos combinar: dentre as diversas panelinhas que existem em qualquer universidade, sempre tem aquela dos “maconheiros”. Mas e se em vez de ser apenas objeto daquelas escapadinhas da aula para “abrir a mente” e aprender mais (aham, sabemos), a cannabis fosse o tema de uma graduação inteirinha?

Pois acreditem ou não, a faculdade de maconha já existe. Ficou interessado? Pois pode preparar o passaporte e o visto, porque ela fica nos Estados Unidos. Estamos falando mais precisamente a Universidade do Norte de Michigan (NMU, em sua sigla em inglês).

Na verdade não é simplesmente uma faculdade de maconha. Trata-se da graduação em Química de Plantas Medicinais. Esse é o nome oficial do curso. E ele não foi criado à toa, não. Nos Estados Unidos, quase metade dos seus 50 estados já liberaram o uso da chamada maconha medicinal. Trata-se do consumo controlado da planta para fins terapêuticos. E desses, oito unidades da federação já reconheceram inclusive o uso recreativo da planta.

Na verdade, o mercado da cannabis nos EUA movimentou U$ 6.7 bilhões, somente em 2016. A expectativa é que esse mercado deverá crescer para 21,6 bilhões até 2021. Isso de acordo com a empresa ArcView Market Research, que investiga a indústria da maconha.

Mas, e o que vai ser estudado nessa faculdade de maconha?

O currículo do curso de Química de Plantas Medicinais na NMU vai abordar todos os aspectos da planta. As disciplinas incluem estudos das áreas de química, biologia, botânica, horticultura, marketing e finanças. Claro que o curso inteiro não será focado apenas na cannabis. Na verdade, os alunos aprenderão a manipular diversas plantas medicinais.

Vale lembrar que os princípios ativos derivados da maconha, como o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD) tem sido de grande ajuda no tratamento de diversas doenças. Desde problemas neurológicos, passando pelo câncer e até mesmo pacientes com AIDS, os benefícios do uso dessas substâncias já foram mais do que comprovados, apesar delas não serem liberadas em todo o mundo.

campus da Universidade do Norte de Michigan

No próprio estado de Michigan, nos EUA, por exemplo, a maconha medicinal ainda não foi legalizada. Ou seja, a NMU não poderá ter uma plantação de maconha para estudos. No Brasil tampouco o uso da maconha medicinal é liberada. É preciso entrar com um processo na justiça comprovando os benefícios do uso do THC e do CBD no tratamento das enfermidades para, com uma liminar, conseguir importar os ativos.

E então, já sabe qual vestibular fazer ano que vem?

Fotos: Reprodução

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