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Aproximadamente 26 bilhões de árvores são derrubadas por ano em todo o mundo. O desmatamento é uma consequência natural do crescimento das cidades e da expansão de atividades humanas como a pecuária, a mineração e a indústria, em que nem sempre – ou raramente, é triste admitir – são respeitadas as leis de preservação ambiental.

A frequência com que ouvimos notícias de que áreas florestais equivalentes a campos e campos de futebol foram desmatadas é bem constante, e muitas campanhas são lançadas todos os anos para incentivar o replantio de árvores. Mas e você, já plantou alguma?

Bem, parece que alguém decidiu puxar para si a responsabilidade  e fazer algo – grande! – a respeito. O americano Lauren Fletcher, que trabalhou como engenheiro na NASA por duas décadas e hoje é um dos executivos da startup inglesa BioCarbon Engineering, onde há anos vem pesquisando os efeitos das mudanças climáticas e sonha em reverter o quadro catastrófico que a ação do homem tem pintado para o nosso planeta. Ele acredita mesmo que, com a tecnologia que desenvolveu juntamente com sua equipe, poderá mudar o mundo.

A ideia é bem simples: plantar muitas árvores. Muitas mesmo! Fletcher pretende plantar um bilhão de árvores por ano, desenvolvendo para isso um sistema bastante sofisticado, em que drones serão utilizados para fazer o mapeamento do terrenos, o plantio das sementes no solo, e o monitoramento das mudas.

Por este projeto, a BioCarbon Engineering recebeu no ano passado um Prêmio da Skoll Foundation, fundação americana que investe na inovação e empreendedorismo social, e conquistou o terceiro lugar na Drones for Good (Drones para o Bem) em 2015 – uma competição que acontece nos Emirados Árabes Unidos, para incentivar usos criativos para os drones.

Drones 2

Como estas máquinas podem ser bem mais rápidas e eficientes para o cumprimento da nobre tarefa de plantar árvores, e expectativa de Fletcher é de que sejam semeadas 36 mil mudas por dia e, com o auxílio dos avanços da agricultura de precisão, fazer ressurgir áreas de floresta ao redor do globo.

Mas como se diz, uma andorinha só não faz verão. Ou melhor: um drone só não faz uma plantação. O projeto é bom mas não é barato, e este talvez nem seja o maior entrave à implementação dessa tecnologia mundo afora. Vamos torcer para que haja consciência ambiental e vontade política por parte dos governantes, e um sentimento parecido com o de Fletcher no coração daqueles que são os “donos da terra”.

 

Fotos: Reprodução. 

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