Programação de março da Escola Pública de Circo da Vila das Artes
9 de março de 2020
Assembleia Legislativa celebra Dia do Farmacêutico com sessão solene nesta segunda-feira (09)
9 de março de 2020

É triste que praticamente todos os dias vejamos nos telejornais notícias sobre mortes e agressões a mulheres por parte de seus companheiros. O feminicídio tem aumentado em nosso país e essa é uma triste realidade. E uma das formas de tentar mudar essa realidade é mostrar aos meninos que, desde pequenos, eles precisam aprender a respeitar as mulheres. E às meninas que elas não precisam de um homem/marido em suas vidas para serem bem sucedidas.

Há um tempo, postamos aqui uma série de expressões preconceituosas que usávamos e nem nos dávamos conta. Agora, trazemos para você cinco frases machistas que estão tão presentes em nosso dia-a-dia que nem notamos. E o pior: as ensinamos aos nossos filhos! Então, já que estamos em plena celebração do Dia Internacional da Mulher, que tal começar a tirar essas frases machistas – e as expressões preconceituosas como um todo – do vocabulário e da educação dos nossos filhos?

1. “Seja homem!”

Primeiro, o que é “ser homem”? É ter nascido com sexo masculino? Ou nunca chorar? Seria aguentar muito peso? Então, que tal ensinar a seu filho a ser uma pessoa boa? Utilizando frases como essa, você está ensinando a seu filho a utilizar da agressividade e do poder em vez da razão. E está impedindo que ele possa ter sentimentos e lidar com eles. Homens podem chorar e sentir. Há um documentário muito bom sobre isso que mostra o quanto a sociedade cobra uma máscara de masculinidade dos meninos e como isso os afeta na fase adulta. Ele se chama The Mask You Live In (A Máscara em que Você Vive) e está disponível no Netflix.

2. “Olha que prendada! Já pode casar!”

Se uma menina já consegue fazer algo na cozinha por conta própria, organizar o próprio quarto ou fazer qualquer coisa que demonstre certa independência, por que dizer que a única opção dela é casar? Que tal dizer que ela já pode ir morar sozinha? Que ela já pode estudar fora do País? Casar é ótimo, claro, mas nem é a única opção e nem deve depender do fato dela saber ou não fazer as coisas dentro de casa.

3. “Comporte-se que nem uma mocinha!”

Criança tem que ficar confortável. Seja na hora de comer, de se sentar, de fazer qualquer atividade. Ela tem que seguir as regras de educação – que devem ser as mesmas para meninos e meninas. Se meninos podem se sujar enquanto brincam, por que meninas também não podem? E quanto a se sentar, correr, brincar, elas podem fazer como quiserem. Se a roupa íntima estiver aparecendo, aí talvez seja o caso de ter uma conversa, mas sobre as regras de intimidade e privacidade que temos. Afinal, se a calcinha não pode aparecer, a cueca também não deveria ficar à mostra, certo?

4. “Você tem que ser cavalheiro com suas amiguinhas”

Dizer isso a seu filho coloca ele imediatamente em uma posição de superioridade que não existe. Meninas têm que ser tratadas com respeito porque todo ser humano deve ser respeitado, tratado com educação e gentileza. E não simplesmente por serem do sexo feminino.

5. “Isso é coisa de menino!” / “Isso é coisa de menina!”

Novamente, o que faz uma coisa ser de menino ou de menina? Sua cor? Seu formato? Uma menina não vai ser menos menina por usar uma roupa azul ou brincar de carrinho, assim como um menino não vai ser menos menino por brincar de casinha ou usar uma roupa rosa. A criança precisa ter a liberdade para poder se descobrir e descobrir quem ela é, e não quem a sociedade quer que ela seja. A atriz Megan Fox, por exemplo, certa vez postou uma imagem de seu filho usando um vestido. Para ela, não há nada de mais nisso, ele não deixa de ser um menino por causa disso.

Com atitudes simples como deixar de falar essas frases machistas e criar estereótipos na mente de nossas crianças, já estaremos dando um grande passo rumo a um mundo com mais igualdade de gênero, não acham?

Fotos: Reprodução

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *