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Você sabe quem é Emiliano Augusto Cavalcanti e Melo? E Di Cavalcanti, você sabe? Agora ficou mais fácil! Impossível não lembrar das obras coloridas, criativas e cheias de formas e contornos diferentes do que são mostradas habitualmente. O No Pátio relembra a vida desse carioca, que deixou na história da arte brasileira.

Di Cavalcanti amou o Rio de Janeiro de maneira intensa, como poucos foram capazes de fazer. As mulheres – que não foram poucas – eram as outras paixões na vida do artista. Ele declarou que “A mulata, para mim, é um símbolo do Brasil.
Ela não é preta nem branca. Nem rica nem pobre. Gosta de música, gosta do futebol, como nosso povo (…)”. Os dois maiores amores do carioca foram retratados em obras que servem de deleite para gerações inteiras! Poeta, escritos, boêmio e artista, ele era um homem multifacetado, que da vida só levou prazer!

Nascido em 06 de Janeiro de 1897, começou a trabalhar com ilustrações para a revista Fon Fon muito cedo, logo após a morte do pai, em 1914. Em 1916 ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e mais na frente fez amizade com dois grandes nomes da arte brasileira, Mário e Oswald de Andrade. Antes disso, começou a frequentar o ateliê do impressionista George Fischer Elpons.

Entre os dias 11 e 18 de Fevereiro de 1922, idealiza e organiza a tão famosa Semana de Arte Moderna – um marco para a história das artes do país, que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo. Para a ocasião, o artista cria peças promocionais, catálogos e programas especiais. O Brasil estava pequeno para Di Cavalcante e suas obras foram expostas em vários lugares do mundo, como Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Com tantas viagens, conhece grandes intelectuais como Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e até Picasso.

As dúvidas sobre liberdade individual, dogmas partidários e convicções artísticas apareceram aos 30 anos e Di Cavalcanti inicia suas atividades em exposições coletivas em salões não só no Brasil, mas no mundo todo! A International Art Center em Nova York é um dos grandes exemplos. Junto com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, em 1932, Di Cavalcanti funda o Clube dos Artistas Modernos e no mesmo ano é preso pela primeira vez, durante a Revolução Paulista.

"Moças de Guaratinguetá" e "Mulheres Facetadas"

A arte de Di Cavalcanti também denunciava questões políticas e sociais. Um bom exemplo desse trabalho é a obra “A Realidade Brasileira”, uma série de doze desenhos que satirizavam o militarismo da época. Em 1936 é preso outra vez, mas, é libertado por amigos e vai a Paris, onde fica até 1940.

Com rumores que a Segunda Guerra viria, Di Cavalcanti deixa Paris e volta ao Brasil, para residir em São Paulo. Infelizmente, no processo de mudança, um lote com mais ou menos 40 peças é extraviado durante o percurso da Europa para o Brasil. Esse é um período em que o grande e renomado artista viaja para o Uruguai e Argentina para realizar grandes exposições. Em uma dessas viagens, conhece Zuília – que seria, mais tarde, uma de suas modelos preferidas.

Como todo grande artista, Di Cavalcante tem apego a suas criações e, em 1946, volta a Paris em busca de obras desaparecidas. No mesmo ano, a Associação Brasileira de Imprensa expõe obras magníficas do pintor, que também foi responsável por ilustrações em livros de grandes autores como Álvares de Azevedo e Jorge Amado. Sempre acompanhado de outros grandes nomes da arte brasileira, Di Cavalcanti participa – junto com Anita Malfatti e Lasar Segall – do júri para a premiação de pintura do grupo 19. Em 1951, foi convidado para participar da I Bienal de São Paulo e fez uma doação, digamos, muito generosa – ao Museu de Arte Moderna De São Paulo.

"Mulheres" e "As Cores do Brasil"

Láurea de melhor pintor nacional da II Bienal de São Paulo, exposições no MAM, participação na Bienal de Veneza e o I Prêmio da Mostra Internacional de Arte Sacra são outras grandes – e merecidas – conquistas na vida profissional do artista. Sem falar na proposta que Di Cavalcanti recebeu de Oscar Niemayer para criar imagens para a tapeçaria que seria instalada no Palácio da Alvorada.

No dia 26 de Outubro o grande e célebre artista brasileiro falece e deixa inúmeros apreciadores da boa arte um pouco órfãs do seu trabalho.

Quer conhecer mais sobre a vida e a obra de Di Cavalcanti? Que tal ler alguns livros que falam mais sobre o artista e os trabalhosos geniais feitos por ele?

 

Di Cavalcanti – 1897-1976 (Emiliano Di Cavalcanti)

Contando a Arte de Di Cavalcanti (Ângela Braga Torres)

Di Cavalcanti – Um Mestre Além do Cavalete (Piedade Grimberg)

Livraria Cultura
Avenida Senador Virgílio Távora, 845, Fortaleza
Telefones: 4008.0800 /4008.0800

Fotos: Reprodução

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