Brasileira é presa na Coreia do Sul após perseguir Jungkook, do BTS

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Não é nenhuma novidade a paixão e a intensidade que o fandom do K-pop tem por seus ídolos. No entanto, às vezes, essa linha entre admiração e obsessão parece ficar indefinida. E foi exatamente isso que aconteceu neste comecinho de ano, quando uma brasileira acabou presa em Seul, na Coreia do Sul, por perseguir Jungkook, integrante do famoso grupo BTS.

Segundo a polícia sul-coreana, a mulher — uma brasileira de cerca de 30 anos que recebeu o nome de Sra A — foi presa no dia 4 de janeiro de 2026, no distrito de Yongsan, em Seul. A polícia local a deteu após retornar repetidas vezes à residência de Jungkook, mesmo depois de receber advertências policiais anteriores.

Por que a brasileira foi presa na Coreia do Sul?

Antes que qualquer um questione a ação policial, a brasileira não foi presa por “ser fã”. De acordo com as autoridades do distrito de Yongsan, não se tratava de uma visita isolada. Pelo contrário. A suspeita já havia aparecido no local em pelo menos duas ocasiões anteriores, o que levou a polícia a monitorar a situação com mais atenção.

Segundo informações do jornal The Korean Times, a sequência de eventos foi determinante para a detenção:

  • No dia 13 de dezembro, a brasileira apareceu pela primeira vez no endereço do cantor.
  • No fim de dezembro, voltou ao local, mesmo após orientação policial.
  • Já em 4 de janeiro, retornou e acabou presa em flagrante.

Além das visitas repetidas, a polícia relatou ao jornal que ela teria deixado cartas, fotos e mensagens nas proximidades da casa, bem como causava perturbação na vizinhança. Esse comportamento, somado à reincidência, foi suficiente para caracterizar perseguição.

Por que a Coreia do Sul leva esse tipo de comportamento tão a serio

Infelizmente, esse não é um episódio isolado. Artistas de K-pop, sobretudo membros do BTS, já enfrentaram diversas situações semelhantes ao longo dos anos. A fama global, aliada à cultura intensa de fandom, costuma gerar episódios de invasão de privacidade.

Em vários outros países, as autoridades não tratam casos de stalking como “exagero de fã”. Mas na Ásia, isso é tratado com ainda mais seriedade. A Coreia do Sul possui uma legislação específica para coibir esse tipo de comportamento, especialmente quando envolve figuras públicas.

A equipe de Jungkook, inclusive, solicitou uma ordem de restrição contra a brasileira, o que reforçou o entendimento de que a situação ultrapassava qualquer limite aceitável. Por isso, nos últimos tempos, agências e autoridades passaram a agir com mais rigor. A ideia é clara: proteger a integridade física e emocional dos artistas.

Entenda a parte jurídica do caso

A prisão da brasileira se baseia na Lei de Punição por Crime de Stalking, em vigor na Coreia do Sul desde 2021.

O que essa lei considera perseguição?

A legislação enquadra como crime atitudes repetidas que causem medo, desconforto ou invasão de privacidade, como:

  • Aproximações insistentes sem consentimento
  • Visitas repetidas à residência da vítima
  • Envio de cartas, objetos ou mensagens não solicitadas
  • Descumprimento de advertências ou ordens de afastamento

Quais são as consequências?

Dependendo da gravidade e da reincidência, a punição pode incluir:

  • Prisão em flagrante
  • Multas
  • Ordem de restrição
  • Processo criminal, com pena mais severa em casos recorrentes

No caso envolvendo a brasileira, a repetição do comportamento foi o fator determinante para que ela acabasse presa imediatamente.

Fotos: Reprodução

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