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A Cúpula do Clima, que aconteceu na semana passada na sede das Nações Unidas, em Nova York, contou com a participação de chefes de Estado, de Governo e representantes de 125 países e terminou com compromisso assumido por 150 países e organizações, entre eles 28 Estados-Membros, 35 empresas, 16 grupos indígenas e 45 grupos da sociedade civil, de reduzir o desmatamento pela metade, até 2020, e zerá-lo totalmente até 2030.

Porém, o Brasil não assinou a Declaração de Nova York durante a reunião. Segundo informado pelo Itamaraty, o governo brasileiro não foi convidado a participar do processo de preparação do documento, por isso não pôde se comprometer com as metas estabelecidas. O Ministério das Relações Exteriores explicou que a carta não é um documento oficial da Organização das Nações Unidas (ONU) e que, portanto, só deve ser seguido pelos signatários.

Em entrevista à Associated Press (AP), Charles McNeill, assessor de política ambiental para o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, afirmou que não houve “intenção de excluir o Brasil”. “Eles são o mais importante país naquela área. Um esforço que envolva o Brasil é muito mais poderoso e impactante”. Segundo McNeill, “houve tentativas de falar com integrantes do governo brasileiro, mas não obtivemos uma resposta”.

UN-CLIMATE CHANGE SUMMIT-BRAZIL

Contudo, a assessoria do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio) acrescentou que a carta permanece aberta para outros países e entidades assinarem e destacou ainda que as negociações acerca dos compromissos que os países devem assumir para combater o aquecimento global seguem até o ano que vem, quando será realizada a 21ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-21), em Paris.

O documento estabeleceu metas como a redução das emissões de gás carbônico de 400 milhões a 450 milhões de toneladas por ano, nos próximos seis anos, ou dois bilhões de toneladas no total, também até 2020, além do objetivo de acabar com o desmatamento.

Apesar de a reunião ter sido o maior encontro já organizado para discutir as mudanças climáticas, dos compromissos assinados e das metas estabelecidas, o documento foi criticado pelo Greenpeace por ter caráter voluntário e não representar compromissos obrigatórios para os países.

 

Fotos: Reprodução

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