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Estudante de psicologia faz sucesso ao falar sobre masculinidade frágil

Masculinidade frágil

“Homem não chora”, “homem tem que ser forte”, homem isso, homem aquilo… Essa série de “regras” sobre como o comportamento masculino deve ser acaba sendo a origem de diversos comportamentos machistas que atrapalham a vida de muita gente. Principalmente a dos próprios homens. É a chamada masculinidade frágil e tóxica, que impõe padrões de comportamento que não deveriam ser obrigatórios nem absolutos. E um estudante de psicologia vem ganhando destaque nas redes sociais ao falar justamente sobre este assunto tão pouco debatido na sociedade.

João Luiz Marques se viu com muito mais tempo livre do que gostaria quando veio a pandemia de Covid-19. Então, ele resolveu usar esse tempo “extra” para falar a seus pouco mais de 600 seguidores para falar sobre um tema pouco abordado nas redes sociais: a masculinidade frágil e suas variantes, como a masculinidade tóxica. Por ser um tema que afeta diretamente o privilégio dos homens, é um assunto que não vemos costumeiramente ser discutido na televisão ou na internet. Então, o jovem enfrentou o desafio. E o esforço valeu a pena.

Pouco mais de um ano depois tentando descontruir conceitos e explicando a masculinidade tóxica, João Luiz viu seu perfil no Instagram crescer. Hoje em dia, já são quase 200 mil seguidores. Agora, o estudante de medicina também é escritor e palestrante, além de pesquisador da psicologia das masculinidades, como ele mesmo se define.

Mas o que é masculinidade frágil?

“Não usar rosa, não falar palavras difíceis para não parecer gay, ter cachorro ao invés de gatos, não beber bebidas doces”, para João esses são apenas alguns dos conceitos da masculinidade frágil. “Masculinidade frágil explica como a masculinidade na verdade é um castelo de cartas muito bem elaborado e com muitos detalhes, mas facilmente derrubado com um sopro. A masculinidade é uma performance, assim como a feminilidade. Ninguém nasce com o ideal de macho no DNA, mas a sociedade torna os meninos protótipos de homens alfa, e nem todos conseguirão atingir esse grau”, conta ele ao site Glamurama.

Então, o jovem tenta mostrar a ideia de que ser homem não está ligado á ideia que a sociedade passa do que seria a masculinidade ideal. E ressaltando que esse é um problema que afeta homens, meninos e mulheres também. Afinal, a masculinidade frágil e tóxica estão nas bases do machismo estrutural. E João vem conquistando a internet com esse debate. Mas e você, já parou para pensar hoje em como a masculinidade frágil e como os padrões impostos pela sociedade afetam sua vida?

Fotos: Reprodução

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