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Marlon, o monstro

A jaqueta de couro de Marlon Brando em “O Selvagem” deu início a revolução jovem que tomou conta da moda e sociedade no início dos anos 50. Seu estilo virou referência e se tornou uma alternativa ao glamour dos ternos bem cortados, cabelos engomadinhos e vestidos godês. Era o jeans e a camisa surrada ganhando espaço na moda.

Desde de sua estreia aos 19 anos pela sua professora de teatro Stella Adler até o clássico “Garotos e Garotas”, Brando vivia uma boa fase com o público e com a crítica, fruto de suas interpretações magistrais. Na versão teatral de “Um Bonde Chamado Desejo”, Brando nunca deixou lavarem a camiseta de Kowalski ao longo das 855 sessões.

Ele encantava não só o público como também as colegas de elenco. A lista é impressionante, elas não resistiam ao seu charme: Ava Gardner, Rita Moreno, Marilyn Monroe, Ursula Andress, Vivien Leigh e Grace Kelly. Essa parte de sua vida, unânime artística e sexualmente marca a primeira parte da biografria “Marlon Brando – a Face Sombria da Beleza”, do francês Francois Forestier.

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O livro chega as livrarias brasileiras ainda este mês. O texto e simples, o autor vai direto ao ponto, a começar pelo seu apetite sexual como pela tentativa de espalhar doenças venéreas pela metade de New York. O seu mau lado é descrito no livro “a estrela mimada, o manipulador sórdido, o personagem tóxico invadido pela gordura e pela maldade” que Marlon foi de 1955 até sua morte em 2004.

Marlon tornou-se uma figura grotesca, a ponto de manter a geladeira de casa trancada e que se masturbava antes de entrar em cena e que não decorava seus textos. Então começaram os ataques de estrelismo no set e logo a compra do atol de Tetiaroa, perto de Taiti, onde passou a levar uma vida reclusa.

 

Fotos: Reprodução 

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