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Talento e muita sensibilidade não faltaram na vida de Candido Portinari. Um dos mais brilhantes artistas brasileiros, nasceu no interior de São Paulo, em 29 de Dezembro de 1903. Além de pintar, ela passeou também pelo universo da poesia e política. Foram mais de cinco mil obras presenteadas ao mundo! O No Pátio conta mais sobre a vida desse grande artista plástico e um dos brasileiros mais prestigiados dentro e fora do país.

Obras conhecidas internacionalmente marcaram a carreira de Portinari. Os painéis “Guerra e Paz” são excelentes exemplos disso, tanto que em 1956 foram presenteados a ONU. Graças ao esforço do filho do pintor, a obra voltou a solo brasileiro em 2010!

Filho de imigrantes italianos, mostrou vocação para a pintura desde muito cedo. Com apenas 14 anos de idade juntou-se a um grupo de pintores para restaurar igrejas da cidade natal, Brodowski. A afinidade com esse universo foi tão grande, que no ano seguinte ele partiu para São Paulo e iniciou os estudos na Escola Nacional de Belas Artes. Não demorou muito para que o jovem começasse a se destacar e chamasse a atenção tanto de professores, quanto da imprensa.

Mesmo atraindo olhares da mídia, Portinari passar a se interessa por um movimento, na época, considerado marginal e não muito bem visto: o modernismo. Nesse período, o grande sonho dele era ganhar a medalha de ouro Salão da ENBA, mas não conseguiu. Alguns anos depois Portinari mostrava em suas telas elementos que simplesmente escandalizaram os juizes de concursos, todos vindos do modernismo. Somente em 1928 ele cria uma tela bem no estilo tradicional e só então consegue a medalha de ouro.

Para consagra de vez o estilo de um dos melhores artistas plásticos de todos os tempos, dois anos em Paris foram totalmente decisivos. Lá, o estilo e as técnicas de trabalho foram aprimoradas e Portinari teve o oportunidade de conviver com outros artistas como Othon Friesz e Van Dongen. Ah! Período importantíssimo também para a vida pessoal. Foi em Paris que Portinari conheceu Maria Matinelli, uma uruguaia de apenas 19 anos, a mulher com quem iria passar o resto de sua vida. Desse convivência surege o interesse social misturado a arte.

A volta para o Brasil aconteceu em 1946. Com Estilo renovado e outras ideias na cabeça, Portinari abandona a tridimensionalidade em suas telas. A dedicação aos murais e afrescos surgiu aos poucos, a medida que as telas pintadas a óleo foram deixadas de lado. Não demorou muito para que as obras ganhassem destaque internacional!

Em uma de suas exposições, os quadros chamam a atenção de Alfred Barr, diretor geral do Museu de ArteModerna de Nova Iorque (MoMA). Dessa forma, Portinari começa a década de 1940 com o pé direito e expõe obras no MoMA ao lado de artistas extremamente renomados. O sucesso só aumenta e Alfred Barr organiza uma exposição individual do artista brasileiro em Nova York.

Em 1951, durante o período de anistia, Portinari volta ao Brasil e tem destaque na I Bienal de São Paulo. Na mesma década ele enfrenta vários problemas de saúde e também intoxicação devido as tintas usadas. Mas mesmo após os médicos recomendarem afastamento temporário do produto, ele continua normalmente a criar suas obras.

As mesmas tintas que o consagraram também o mataram. Em 1962 o mundo perde um dos mais celebras artistas plásticos. Portinari nunca consegui parar de pintar, como eram as recomendações médicas e teve envenenamento com o material usado. João Candido Portinari, filho do artista, tem hoje os direitos autorais de suas obras.

Características principais de suas obras:
– Questões sociais do Brasil retratadas
– Utilização de alguns elementos artísticos da arte moderna europeia
– Reflexos e influências do surrealismo, cubismo e da arte dos muralistas mexicanos também
– Valorização da tradições da pintura por meio da arte figurativa

Principais obras de Portinari:
– Meio ambiente
– Colhedores de café
– Mestiço
– Favelas
– O Lavrador de Café
– O sapateiro de Brodósqui
– Meninos e piões
– Lavadeiras
– Grupos de meninas brincando
– Menino com carneiro
– Cena rural
– A primeira missa no Brasil
– São Francisco de Assis
– Os Retirantes

 

Fotos: Reprodução

1 Comentário

  1. anna beatriz disse:

    Qual o nome da última obra que tem no texto?

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