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20 de setembro de 2016
Golpe de Vista #23
20 de setembro de 2016
Temos visto, nos últimos dias, grandes discussões acerca da atuação da Polícia Militar em Fortaleza, questionando a atuação da mesma e se os métodos utilizados estaria de acordo com o que preconiza o Estado Democrático de Direito. Em razão desses questionamentos, o Portal da Assembleia Legislativa realizou uma enquete (entre os dias 12 e 19 de setembro) indagando se a PM está preparada para atuar em mobilizações sociais.
Os resultados da enquete mostram que para 73,1% dos internautas, a Polícia Militar não está preparada e que ela atua da mesma forma tanto no enfrentamento à criminalidade, como nas mobilizações sociais.

Na avaliação do deputado Carlos Felipe (PCdoB), a maioria dos internautas está com a razão quando aponta o despreparo da PM na atuação em manifestações, mas salienta que também há um componente político nas ações da Polícia Militar em determinadas mobilizações.
“Enxergo uma influência do viés político na repressão policial em algumas manifestações. Quando vemos que, em mobilizações recentes nos estados do Paraná e de São Paulo, por exemplo, que são governados pelo PSDB, geralmente os manifestantes agredidos são simpatizantes do PT e endossam o discurso do golpe”, ressaltou o parlamentar.

Já 23,9% acreditam que a PM tem recebido o treinamento adequado para enfrentar e conter a violência e o possível vandalismo em manifestações, enquanto outros 3% preferiram não opinar.

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Para o professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC) e integrante do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da UFC, César Barreira, a PM não está preparada para atuar em manifestações por conta de uma cultura de enfrentamento impregnada na prática policial, em vez de administrar potenciais conflitos.

Segundo César Barreira, a polícia precisa ter em mente que em manifestações ela está lidando, a princípio, com cidadãos e não com bandidos. Por isso, seria necessário uma formação mais moderna dos policiais militares, no sentido de prepará-los para conter a violência e administrar conflitos em manifestações.

Na última semana, a atuação da Polícia Militar desencadeou protestos devido três ações que ocorreram nas Praças da Gentilândia, dos Leões e da Cruz grande – locais que têm sido ocupados de forma espontânea e autônoma por jovens de diversos bairros da capital.

Os relatos e as críticas em torno da onda de violência são diversos, mas o No Pátio quer saber a sua opinião: a PM é despreparada para atuar em manifestações e abordagens?

Fotos: Reprodução.

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