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Práticas Sustentáveis – Como fazer suas peças durarem mais

Uma moda ecofriendly vai muito além de comprar roupas novas de uma marca bacana e com zero impacto ambiental ou montar um guarda-roupa cápsula super otimizado para te acompanhar por um bom tempo. Dá pra adaptar a nossa rotina incluindo pequenas práticas sustentáveis que terão um impacto super positivo no fim da cadeia da moda. Que tal descobrir formas de conservar suas roupas e fazê-las durarem muito mais?! Vem conferir com o Pátio Hype as práticas sustentáveis que farão muita diferença na conservação das suas peças!

1 – A primeira das práticas sustentáveis é bem simples: preste muita atenção nas informações presentes nas etiquetas!

Sabe a etiqueta que acompanha todas as peças? Ela contém as principais recomendações do fabricante para a conservação daquele item, nos símbolos que representam lavagem, alvejamento, secagem, passadoria e limpeza a seco. Indica também o nome da empresa responsável, CNPJ, o país de fabricação e a composição do tecido. Esse último detalhe também é importante, já as fibras têxteis se comportam de maneiras diferentes quando estão molhadas ou secando, pois têm origens e características diferentes.

2 – Use quantas vezes puder antes de lavá-las

A campanha Don’t Overwash (Não lave demais, em tradução livre) pede para as pessoas lavarem menos as roupas, tanto para conservar melhor as fibras quanto pela economia de água. A iniciativa foi lançada pelo projeto The Care Label em 2017. Peças de algodão tendem a usar mais água no processo de lavagem, enquanto o poliéster libera pequenas partículas de plástico que não são absorvidas pelos filtros das máquinas ou pelas redes de esgoto.

“Os microplásticos acabam parando nas águas de rios, lagos e oceanos, na barriga dos peixes e, consequentemente, na nossa barriga. Quanto mais lavamos os itens de poliéster, mais microplástico é liberado no ambiente”, explica Rafaella Lacerda, especialista em têxtil e professora do curso de design de moda do Centro Universitário Iesb.

Existem receitas caseiras que utilizam ingredientes simples para remover o odor das roupas entre um uso e outro. Uma delas recomenda borrifadas com 2 xícaras de água, 1/4 de álcool e 1/4 de vinagre de álcool.

3 – A lavagem é uma das principais práticas sustentáveis

Mesmo que você opte por lavar menos, as roupas irão para o tanque ou máquina em algum momento. Um dos primeiros passos é separar roupas brancas e coloridas, para evitar as temidas manchas. Caso não seja possível separar por cores, existe um lenço chamado “Lave Sem Medo” que pode ser usado durante o processo e evita que as cores passem de uma peça para outra, incluindo peças brancas.

Roupas de crianças e adultos (uso pessoal) devem ser lavadas separadamente, assim como itens de cama, mesa e banho (uso doméstico). Separar por tecidos também evita que o atrito entre fibras diferentes gere bolinhas. Outra dica é conferir sempre os bolsos, para evitar as temidas bolinhas de papel ou uma eventual caneta esquecida.

personal organizer Valéria Albernaz recomenda, inclusive, fazer uma pré-lavagem de algumas peças antes de levá-las à máquina. “No caso das camisas, é importantíssimo fazer a pré-lavagem da gola, punhos e nas axilas”, destaca. Pelo Instagram, a profissional dá várias indicações, a exemplo de como remover manchas de gordura e como desencardir peças brancas.

Deixar de molho por mais de uma hora não é uma boa ideia, porque a sujeira retorna às peças depois. No caso de itens em jeans, deixar de molho com vinagre ajuda a evitar que desbotem.

4 – Cuidado com a temperatura e com os produtos utilizados

Ao levar à máquina, é importante se atentar a duas coisas: regular temperatura da água, se ela tiver essa função, e evitar o uso de alvejantes. Temperaturas mais quentes, de 60ºC a 90ºC, podem deixar a limpeza mais profunda e ainda mais higiênica no caso dos artigos que suportem altas temperaturas.

Em geral, a recomendação é verificar os símbolos indicados na etiqueta, para evitar o encolhimento de determinados tecidos. Dentre eles, os naturais de origem vegetal (algodão e linho), animais (lã e seda) e os artificiais produzidos com polímeros naturais (viscose, tencel e acetato).

Os alvejantes deixam as fibras mais sensíveis e podem amarelar as peças. Por isso, a recomendação é evitá-los. Quanto ao amaciante, é indicado dar preferência aos que têm uma composição mais eco-friendly, com componentes menos agressivos à natureza. “O amaciante reduz a eletricidade estática das fibras, deixando-as mais confortáveis”, explica Lacerda.

Lembre-se também que quanto mais sabão, mais água vai ser necessária para o enxágue. Preste atenção na quantidade indicada pela máquina e pelo fabricante do produto. Se possível, usar um sabão específico para as peças escuras, que dê destaque para as cores.

5 – Como secar de maneira adequada

Se a lavagem não pode ser de qualquer jeito, os passos que vêm depois seguem a mesma regra, incluindo a secagem. A etiqueta, novamente, é importante para entender as especificações de cada peça. Algumas podem secar no cabide – especialmente as de alfaiataria, como blazers ou camisas – em posição vertical, no próprio varal. Peças de tricô, por exemplo, precisam repousar em posição horizontal, pois podem deformar.

“A melhor forma é secar as peças na sombra. Nada de secar ao Sol! Além de desbotar as cores, o Sol deixa as peças duras e difíceis de passar”, recomenda Valéria Albernaz. Quanto à secagem na máquina, as toalhas são as únicas peças que ela sugere que passem por esse processo, já que não podem ser passadas com o ferro. O processo deixará as fibras macias, segundo a personal organizer.

6 – Cuidados na hora de passar!

Para a passadoria… Adivinhe! É outro processo que exige uma conferida na etiqueta. As fibras têxteis suportam diferentes tipos de calor. Algumas podem até derreter se forem passadas. Usar uma proteção no ferro ou passar do lado avesso também pode ajudar.

“Ultimamente, até por causa da pandemia, só tenho passado os lençóis, em função da higiene, como uma maneira de esterilizar. No resto das roupas, observo as maneiras de secagem de cada uma, nas etiquetas. Já deixo a maioria secando em cabides ou bem retas no varal, para evitar a passadoria”, comenta Lacerda.

Caso você opte por passar, separe roupas mais delicadas, que pedem temperaturas mais brandas, das mais grossas, que precisam do ferro mais quente. Na hora de organizar, faça as pilhas nessa ordem.

Vale lembrar que, à medida que vai sendo usado, o ferro esquenta mais. “Se for ferro a vapor, a dica é colocar água filtrada. Normalmente, as pessoas colocam água da torneira, que vem com resíduos que, com o tempo, acumulam no compartimento da água e acabam sujando a roupa”, aponta Albernaz.

7 – O armazenamento também pode ser otimizado com novas práticas sustentáveis

Agora que você já passou por todos esses processos, não guarde suas peças de qualquer jeito. O armazenamento também é uma etapa importante da conservação e merece ter suas práticas sustentáveis incorporadas. Peças de malha, assim como as de tricô, por exemplo, devem ser dobradas em vez de penduradas em cabides. Como são mais pesadas, elas tendem a ficar deformadas se forem guardadas em posição vertical.

Também é importante manter as roupas em um espaço livre de umidade, onde o tecido possa respirar. Usar capas de plástico pode ser uma má ideia, já que o material impede a respiração das fibras e pode facilitar a formação de mofo ou de bolor, explica a professora.

Carlos Brainta, colecionador vintage e proprietário do Brechó Z, deu algumas dicas ao blog de Ana Maria Braga. Entre elas, deixar peças de couro tomando Sol intenso a cada três meses, durante uma hora. Os itens de pele devem ficar expostos por três horas a cada dois meses.

O seu cesto ou guarda-roupa deve ser devidamente fechado, para evitar o acúmulo de poeira nas roupas limpas. Se for vazado, o pó pode acabar sendo selado na hora de passar. Por mais que você prefira deixar algumas peças para ocasiões especiais, lembre-se de que roupas guardadas também envelhecem. Por isso, não deixe de usar!

Pronta para adaptar a sua rotina de cuidados com as roupas?!

Fotos: Reprodução.

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