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Tijolo de borracha

Incomodados com a quantidade de resíduos de EVA, os empresários desenvolveram um tipo de tijolo muito resistentes, seguros e capazes de barrar o som. Paulo Peceniski e Andrea, donos da SolidSound tem uma fábrica de estojos de instrumentos musicais e acumulavam um problema: montanhas de EVA cortados que sobravam do revestimento de seus cases. Os dois chegaram a juntar 20 toneladas de restos de borracha.

Foi então que os dois buscaram uma solução de reciclagem. E no final de 2010, veio a ideia de criar tijolos. O casal teve ajuda de um amigo no setor cimenteiro. E investiram nos estudos com auxilio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Eles elaboraram a formula dos blocos, uma mistura de EVA triturado, cimento, água e areia.

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As analises de segurança e foram satisfatórias e o melhor de tudo é que a borracha presente na composição isolam os ruídos e apresentam boas qualidades térmicas. No entanto, a produção foi a parte mais complicada. Em um processo experimental que durou cinco meses, foram montadas 9 mil unidades e mais um extra de 3 mil lajotas.

“Utilizamos para construir nossa própria casa, há dois anos, mas paramos depois disso, pois ainda não temos condições de abrir uma indústria”, contou Paulo. A residência tem 550 m² e fica em Curitiba. “Antes, havíamos aplicado apenas em estúdios de música para melhoria acústica”, conta. Na hora de fazer a casa, haviam os complementos, portas e janelas ganharam um vidro antirruído. E os moradores garantem que o silêncio reina absoluto.

 

Fotos: Reprodução

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