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Os métodos franceses de educar os filhos têm conquistado os brasileiros, pois ele revela que é preciso preservar os direitos dos pais

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As mulheres francesas são conhecidas por não engordarem, por saber seduzir os homens e por criarem os filhos mais bem-educados do mundo. Esse método tem atraído diversas famílias brasileiras que o estão usando para educar seus pequenos. A criação ensina as crianças que é preciso preservar os direitos dos pais. Entenda como funciona.

A jornalista americana Pamela Druckerman, mãe de três filhos pequenos, escreveu um livro chamado ‘Crianças Francesas Não Fazem Manha’, falando do método francês de educar os filhos. Ela conta que se assustou com as crianças de Paris que comiam sem se sujar e sem chamar atenção o tempo todo dos pais. Segundo ela, o segredo é que as mães francesas não vivem em função dos filhos, nem os tratam como pequenos reis.

Essas mães não toleram birras, não negociam com as crianças e nem passam o fim de semana em parques e festas infantis. Elas educam as crianças, mas não transformam seu mundo em um universo infantil por conta dos filhos. Para ser um tipo de mãe assim, é preciso ver a criança como ela é: criança. As francesas sabem dizer não e tratam as crianças como crianças.

Os pais americanos e brasileiros se perdem em longas explicações desnecessárias. Antes dos cinco anos de idade, as crianças não entendem tantos argumentos. Só é necessário dizer não e ponto. Se houver uma resposta, basta dizer “Porque sou sua mãe e sei o que é melhor”. Quando os filhos ficam adolescentes, os pais já estão cansados de argumentar tanto e acabam por dizer ‘não e ponto’. É ai que se percebe que o comportamento na hora da criação está invertido.

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Quando se trata de alimentação, as mães são rígidas. Os pequenos comem uma pequena porção do cardápio dos adultos. Os horários são fixos, sempre à mesa. Eles são encorajados a experimentar de tudo e não existe jogo emocional com a comida. Também não é aceita de preparar outro cardápio para a criança se ela não gostar do que será oferecido os adultos. Os pais preparam as refeições com calma e com alimentos frescos, ensinando as crianças a respeitarem a comida.

O horário de dormir é outra questão que atormenta a vida dos pais americanos e brasileiros. Muitos passam meses, anos sem conseguir dormir uma noite inteira para satisfazer os filhos que acordam a todo instante no meio da noite. Os franceses deixam a criança chorar por até 10 minutos para ter certeza de que eles estão mesmo infelizes com algo. Eles se permitem acreditar que o choro é apenas um resmungo ou um sonho e logo voltarão a dormir. Os pais não devem jamais dormir no quarto das crianças, pois isso cria um condicionamento inadequado.

Os franceses sempre esperam mais das crianças, mesmo sabendo que elas são apenas crianças. Eles aprendem a esperar, para evitar constrangimentos sociais e para manter a paz em casa. Os pais aprendem a combater o caos do mundo infantil e a preservar seus direitos. A autora americana acredita que nos Estados Unidos se vive a era do “filiarcado”, em que os filhos mandam. É preciso ensinar as crianças a lidar com frustações, estabelecer limites e fixar regras. Essa moldura permite que as necessidades dos pais e dos filhos existam sem se confrontar entre si.

 

Fotos: Reprodução

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