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Vinicius de Moraes, o “poetinha”

Nascido em 19 de Outubro de 1913, Vinicius de Moraes faria 102 anos em 2015 se estivesse vivo. O poeta, compositor, diplomata, dramaturgo e jornalista nasceu no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.  Seus pais são Lydia Cruz de Moraes e Clodoaldo Pereira da Silva de Moraes. Clodoaldo foi sobrinho do poeta, cronista e folclorista Mello Moraes Filho e neto do historiador Alexandre José de Mello Moraes.  Vinicius teve mais três irmãos: Lygia, Laetitia e Helius.

Em 1916, mudou-se para a casa dos avós paternos e no ano seguinte entra para a escola primária Afrânio Peixoto. Em 1922, sua família se muda para a Ilha do Governador. E em 1920, Vinicius de Moraes é batizado na maçonaria, pelo seu avô materno. Três anos depois, faz a sua primeira comunhão na Matriz da rua Voluntários da Pátria. Em 1924, começa o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio.

Em 1927, Vinicius torna-se amigo dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajoz e começa a compor com eles. Junto de outros amigos, eles formam um pequeno grupo e tocam em festas e casas de famílias conhecidas. Em 1929 bacharela-se em Letras no colégio Santo Inácio e sua família volta da Ilha do Governador para a casa onde ele nasceu. No ano seguinte, entra para a faculdade de Direito, sem nenhuma vocação. É lá onde Vinicius conhece Otávio de Faria, San Thiago Dantas, Thiers Martins Moreira, Antônio Galloti, Gilson Amado, Hélio Viana, Américo Jacobina Lacombe, Chermont de Miranda, Almir de Andrade e Plínio Doyle.

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Em 1933, incentivado por seu amigo Otávio de Faria publica seu primeiro livro: “O caminho para a Distância”. Já em 1935, publica “Forma e Exegese” e ganha o premio Felipe d’Oliveira. Torna-se, em 1936, representandte do Ministério da Educação junto à Censura Cinematográfica, substituindo Prudente de Morais Neto. Nesse mesmo ano, conhece Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade e se tornam amigos.

No final da década de 30, publica poemas e ganha uma bolsa para estudar a língua e literatura inglesa na Universidade de Oxford. Vinicius conhece o poeta e músico Jayme Ovalle e viram um dos melhores amigos. Em 1939, casa-se por procuração com Beatriz Azevedo de Mello e retorna ao Brasil após a explosão da 2ª Guerra Mundial.

A década de 40 começa com o nascimento da sua primeira filha: Susana. Em uma longa temporada em São Paulo, torna-se amigo de Mário de Andrade. Vinicius começa a trabalhar no jornal “A Manhã” como crítico de cinema. Nessa época, suas obras literárias estão mais voltadas para temas sociais, com linguagem mais simples e sensual. Em 1943, publicou o livro “Cinco Elegias”, marcando essa nova fase.

Em 1945, Vinicius colabora em vários jornais com critico de cinema. E começa a amizade com Pablo Neruda. O poeta ainda sofre um acidente de avião junto com Aníbal Machado e Moacir Werneck de Castro.

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No ano de 1946, ele parte para Los Angeles como vice-cônsul. Permanece cinco anos sem voltar ao Brasil. Aproveita para estudar cinema em Los Angeles e lança em 1947 com Alex Viany a revista Film. Em 1950, viaja ao México para visitar seu amigo Pablo Neruda que está gravemente doente. Sua carreira musical começou a ganhar destaque na década de 50, quando conheceu Tom Jobim e suas canções foram gravadas por vários artistas.

Em 1951, casa-se pela segunda vez com Lila Maria Esquerdo e Bôscoli. Dois anos depois nasce sua filha Georgiana e em 1956 nasce sua filha Luciana. Ainda nos anos 50, Vinicius atua no campo da diplomacia em Roma E Paris e realizava encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda. Foi afastado da carreira diplomática em 1968 sendo aposentado pelo Ato Institucional Número Cinco.

No ano em que nasceu sua quarta filha, Maria, Vinicius começa parceria com Toquinho. Nos anos seguintes, grava vários LPs com Toquinho. Em 1977, faz show no Canecão com Tom, Toquinho e Miúcha. Em 1979, Vinicius sofre um derrame cerebral no avião. No ano seguinte é operado para instalação de um dreno cerebral. O poeta faleceu na manhã de 9 de julho de 1980 de edema pulmonar, na companhia de Toquinho e sua última esposa. Vinicius deixou saudade, admiração de um país inteiro e inspiração para artistas de todo o mundo. Um Salve eterno ao Poetinha!

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Foto: Reprodução

1 Comentário

  1. gustavo disse:

    eu Gustavo achei ele um poeta muito bom porque ele faz coisas boas
    como eu disse ele tinha que viver
    para eu Gustavo mostra as coisas boas que ele fez

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